Direito de visita ou convivência?

DIREITO DE VISITA OU CONVIVÊNCIA???

Já parou pra pensar no termo tão utilizado nas questões de família, quanto ao “direito de visita” daquele pai/mãe com qual o filho/a não reside?

Então, questiono: o pai/mãe que não reside com o/a filho/a, “VISITA” o filho (agenda horário, toma um cafezinho, dá um cafunezinho, casa limpa, brinquedos organizados e tchau!) ou ele tem direito a CONVIVER com o seu filho/a: de ambos se conhecerem reciprocamente,  partilharem seus sentimentos de amizade, as suas emoções, ideias, esperanças, valores, etc.?

O direito da CONVIVÊNCIA FAMILIAR está assegurado pela Constituição Federal (art. 227) e é assegurado à criança e ao adolescente de (CON) VIVER com ambos os pais.

Quando se fixa a visita, ou melhor: o PERÍODO DE CONVIVÊNCIA à luz do direito do/a genitor/a, este deve objetivar prioritariamente a atenuação da perda daquele filho/a da convivência diuturna com seus genitores e preservar as RELAÇÕES FAMILIARES que são a base da nossa sociedade, reconhecida constitucionalmente!

Outrossim, os pais (termo genérico, incluindo-se a mãe) têm OBRIGAÇÃO de CONVIVER com seus filhos, em decorrência do DEVER DE CUIDADO. Também é dos FILHOS o direito de com eles conviver!

Como leciona o brilhante doutrinador Conrado Paulino da Rosa: visitar é cortesia, mas conviver é coexistir, cultivar e manter vínculos afetivos.

A doutrina moderna seguida pela jurisprudência têm entendido melhor adequado a expressão da fixação de “períodos de convivência” ou “regime de relacionamento”, em prol da humanização da justiça!

E VC, o que acha? Gostou do post?

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